segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

MALHAÇÃO MENTAL E ESPIRITUAL.

Ah, o verão! Estação do calor, onde a grande maioria de nós queremos pegar uma boa praia. Tempo também em que lembramos de cuidar do corpo e corremos para a academia, mesmo que boa parte de nós vamos apenas por motivos estéticos para exibimos nossos corpos sarados na praia. Independente disso e da estação do ano, todos temos o consenso que precisamos cuidar da saúde corporal. E até mesmo o mais relaxado, com pandemia veio também o alerta para esse cuidado. Assim como o corpo, nossa mente e nossa fé precisam também ser cuidados e mantidos em ordem.

A nossa mente não para. Até quando dormimos ele está trabalhando. Para exercitá-la é necessário a leitura constante. Criamos o gosto pela leitura na infância. Particularmente, quando criança lia gibis aos montes, dos mais variados gostos e gêneros. Na minha coleção tinha  Turma da Mônica, Personagens da Disney, Heróis da Marvel e da DC. Com o passar do tempo, por incentivo dos professores que tive, passamos a ler livros de ficção, de uma série chamada Vaga Lume. Eram livros simples, para crianças e adolescentes, com muita aventura, ação e suspense. Se eu não me engano, esta coleção ainda existe, mas sem a mesma força, já que a geração de hoje prefere a internet aos livros. Criei um gosto tão grande pela leitura, que hoje leio, no mínimo, de dois a três livros por mês, dos mais variados gêneros: ficção, religiosos, teológicos e jurídicos. 

Evidente que passei o meu tempo sem malhar a mente, sem ler um livro sequer, e percebi que foram nestes momentos que me tornei mais lento e preguiçoso, prejudicando meus estudos, minha profissão e até mesmo a missão que Deus me confiou. Por tudo isso, afirmo, por experiência própria, que precisamos malhar a nossa mente sempre, todos os dias. Mesmo quando estamos de férias dos estudos e trabalho, se faz necessário fazemos a leitura de algo mais leve, de preferência uma obra ficcional. Mas jamais o hábito da leitura deve ser deixado de lado.

Assim como o nosso corpo e a nossa mente, precisamos também malhar a nossa espiritualidade. Nossa fé, precisa e deve ser alimentada todos os dias, do contrário, nos desanimaremos e nos afastamos de Deus na primeira dificuldade. Temos como "halteres" para a nossa malhação espiritual, a oração diária, a leitura e vivência da Palavra de Deus, a participação na Santa Missa (no caso dos católicos) e dos cultos (no caso dos evangélicos), a busca constante dos sacramentos da reconciliação e comunhão, onde recebemos o próprio Cristo, e a leitura de documentos da Igreja, testemunhos e escritos de autores cristãos. É fundamental que cuidemos das três saúdes. Não uma mais que a outra, mas, de forma igualmente. 

Rick Pinheiro.
Precisando urgentemente malhar o corpo, a mente e a fé.

OS SECRETÁRIOS DO DIABO.

Diz a sabedoria popular que "quando o diabo não pode ir, ele manda o seu secretário". Infelizmente, podemos constatar esta verdade na pandemia. Lembro que com menos de uma semana da decretação do lockdown nos meados de março que os carniceiros, abutres, safados, canalhas de plantão, os verdadeiros diabos travestidos de gente, colocaram as asinhas de fora, se aproveitando essa situação caótica que deixou o mundo perdidão sem saber o que fazer. Estes canalhas diabólicos estão travestidos das mais diversas formas. De comerciantes gananciosos que aproveitaram o desespero alheio para remarcarem e venderem produtos com preços altíssimos, até os políticos que aproveitaram a pandemia para roubarem na cara dura com insumos superfaturados. O mais triste é que isso e muito mais continuam hoje, meses depois da pandemia e de tanta vidas perdidas. 

Evidente que atitudes diabólicas como as descritas acima não devem ser generalizadas, pois graças a nosso Bom e Misericordioso Deus Pai, existem pessoas boas que realmente pensam no próximo. Mas como homens e mulheres de Deus, precisamos abrir os olhos, denunciar e combater os aproveitadores carniceiros da dor alheia. O cristão consciente não se conforma com as injustiças e canalhices, não tem político e ideologia de estimação, que o faça ignorar o oportunismo em cima de dor e sofrimento alheio. Os oportunistas estão em todas as áreas, não apenas na empresarial e política como nos exemplos supracitados. Nós precisamos está atentos e saber distinguir o joio do trigo.

Rick Pinheiro.
Inconformado com o oportunismo, o egoísmo e a perversidade do ser humano.

ORAR E AGIR PELO PRÓXIMO.

Na última quinta-feira fomos surpreendidos com as notícias vindas de Manaus da falta de oxigênio nos hospitais locais. Um fato que só demonstra o descaso e a desumanidade que os governantes tratam o povo. Mas, esses mesmo fatos despertam em nós a solidariedade e amor ao próximo. No meio desse caos onde irmãos nossos estavam perdendo a vida pela falta do vital, anônimos e figuras públicas, como o humorista Whindersson Nunes, sentiram a dor alheia e tomaram iniciativas de não ficar de braços cruzados. Por outro lado, lamentável atitudes de alguns que se dizem cristãos, das mais diversas denominações, ao serem questionados se sua igreja iria ajudar nossos irmãos amazonenses, simplesmente disseram que já estavam orando. É inegável que orações são bem-vindas, e quando realmente são feitas com fé, nosso Deus age e demonstra que não é a toa que Ele é o Senhor do impossível. Mas, também, Ele age através de nós, sobretudo quando agirmos.

Evidente que a maior parte de nós brasileiros mal conseguimos o suficiente para nos mantermos e a nossa família. E por isso mesmo, resta-nos apenas orarmos pelo nosso próximo em dificuldade. O que me refiro é sobre usar a oração como desculpa esfarrapada para não agirmos quando temos as condições. Uma igreja, independente de qual denominação, tem suas despesas, isso é inegável. Porém, também é inegável que, lamentavelmente, algumas igrejas são apenas meio de enriquecimento dos seus líderes. E são justamente esses que, quando ocorrem oportunidades para colocar em prática a solidariedade cristã, usam a oração como desculpa para não ajudar o próximo. Esquecem e não fazem jus ao que "Todo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens" (Hebreus 5, 1a). Acredito que o líder cristão que não faz jus a esse pequeno trecho, realmente não foi escolhido por Deus e trata-se de um falso profeta, afinal, Deus é perfeito, logo, Ele não erra.

Mas, a solidariedade não é limitada apenas aos líderes, mas, a todos nós que professamos a fé em Cristo, independente da placa da Igreja ao qual fazemos parte. Todos nós, conforme a disponibilidade, podemos ajudar o próximo. Se não temos dinheiro para comprar e enviar cilindros de oxigênio a Manaus, vamos fazer o nosso mínimo com pequenos gestos. Nesse tempo de pandemia, sigamos as normas de uso de máscaras, distanciamento social, pequenas atitudes, que podem causar até um desconforto, mas, o suficiente para nos protegemos e também as outras pessoas. Lembremos que a palavra oração une dois verbos, orar e agir. Por isso mesmo, façamos a nossa parte. 

Rick Pinheiro.
Teólogo, buscando sempre orar e agir.

domingo, 17 de janeiro de 2021

ESTAMOS OUVINDO A VOZ DE DEUS?

Alguns anos atrás, na lanchonte Panini, localizada no Centro de Maceió, onde costumava almoçar na época em que emendava faculdade e trabalho. Lembro-me que sempre me chamava atenção a eficiência do pequeno grupo de dez pessoas que trabalhavam na cozinha do citado estabelecimento. A moça que fica no caixa, anunciava no microfone o pedido de cada cliente para que a equipe da cozinha o prepare. O mais espantoso é que, mesmo com o número imenso de pedidos e aquela adrenalina no corre-corre, todos os clientes eram atendidos imediatamente, tudo no mínimo detalhe (tem cliente que pede a salada de um tipo, sem tal legume, e por aí vai, o que só complica). Particularmente, por ser um pouco desatento não passaria dois minutos naquela cozinha.Partindo deste curioso fato, eu me questiono e peço para que cada um também faça o mesmo: Estamos atentos e ouvindo a voz de Deus, como os funcionários da cozinha daquela lanchonete? Ou ignoramos, à exemplo dos frequentadores de um barzinhoe música ao vivo, que com raríssimas exceções, ignoram os músicos que tocam alegremente? 

Na Primeira Leitura da liturgia (I Samuel 3, 3b-10. 19) nos mostra o chamado do jovem Samuel. Incialmente achando que era Eli que o chamava, Samuel acabava descobrindo que era o próprio Deus que o chamava insistentemente. E tão logo caiu a ficha sobre isso, se pois à disposição. Pois é, Deus nos chama todos os dias para O servimos em nossos lares, no nosso trabalho, até mesmo nas redes sociais. E a pergunta do início deste parágrafo continua: estamos atentos como os funcionários da cozinha da lanchonete ou  não damos a mínima como os clientes de um barzinho?

Na parábola dos dois filhos (cf. Mt 21, 28-32), Jesus conta que estes recebem uma tarefa do pai. Um dia que irá fazer, mas, não faz. O outro resmunga, se nega a princípio, mas, depois acaba fazendo a vontade do pai. E aí, somos quais dos filhos? Aquele que inicialmente negou seguir a vontade do pai e depois, voltou atrás ou aquele que prometeu da boca para fora atendê-lo? Acredito que na vida oscilamos entre um e outro, pois somos humanos, falhos e teimosos. Muitas vezes nos comprometemos com Deus, mas, por algum motivo acabamos por não cumprir. Mas também, por muitas vezes, nos recusamos, mas, depois voltamos a atrás. Nas duas atitudes é essencial reconhecemos nossas falhas e tratarmos logo de nos corrigir.

Deus nos fala constantemente, seja através da Sua Palavra e de fatos do nosso dia-a-dia. Precisamos estarmos atentos a isso, escutá-Lo e tentar fazer a Sua. Por mais que as circunstâncias sejam turbulentas, temos que ter a consciência que Deus é Pai e o que Ele deseja de cada um de nós é bom. Da mesma forma que aqueles competentes funcionários da cozinha estavam atentos mesmo no meio do barulhão àquela pequena caixinha de som, onde a colega do caixa, anuncia o pedido de cada cliente, busquemos fazer o mesmo no nosso dia-a-dia e ouvir o Senhor nos falar, dizendo prontamente como Samuel: "Fala, que teu servo escuta".

Rick Pinheiro.
Buscando ficar atento à voz de Deus.

sábado, 16 de janeiro de 2021

PEQUENOS SENTIMENTOS AUTODESTRUTIVOS.

A pouco mais de um ano passei junto com minha família por uma situação digna de filmes de terror de casa mal assombrada. Do nada, o fornecimento de energia começou a oscilar. A princípio achávamos que era um defeito geral e que estava acontecendo o mesmo com os vizinhos. Para a nossa surpresa, o fenômeno só estava acontecendo em nossa casa, e o mesmo piorou, se tornando mais frequente e forte a ponto de queimar alguns eletrodomésticos. Quando isso ocorreu, tivemos que chamar a empresa fornecedora de energia, que custou a chegar, mas, quando finalmente deu ar da sua graça, revelou que o problema foi ocasionado por uma minúscula peça defeituosa no poste. Quando o funcionário da empresa me mostrou a peça, me impressionou e me fez questionar o quanto uma pecinha tão pequena podia causar tanto danos.

Na mesma época, começou a ser anunciado nos noticiários, de forma bastante tímida, o surgimento de um vírus numa província chinesa. Quem diria que algo tão minúsculo, invisível aos nossos olhos, poderia causar uma pandemia de nível inimaginável, que está levando muitas pessoas no mundo inteiro, pais, filhos, amigos, colegas, vizinhos, conhecidos de alguém. Com certeza, a essa altura da pandemia,, todos nós já perdeu pelo menos um desses. Um vírus minúsculo, invisível aos nossos olhos, causando dor, sofrimento, morte, em número astronomicamente em pessoas do mundo inteiro.

A peça defeituosa no poste e o vírus vindo do outro lado do mundo têm em comum, obviamente, resguardada as devidas proporções, o fato de serem minúsculos em tamanhos, mas, causadores de grandes males. Ambos nos ensinam o cuidado que devemos ao máximo evitar de criar em nós sentimentos negativos em relação as outras pessoas. 

Somos humanos e temos sentimentos. É comum no decorrer da nossa vida temos antipatia por alguém, e por consequência, criarmos em nós ranço, rancor e até ódio. E isso é aumentado a enésima potência na realidade caótica em que vivemos, numa polarização que gera um ridículo maniqueísmo, onde basta alguém pensar diferente, ter uma ideologia ou crença contrária, se torna para o outro lado um inimigo ferrenho, alguém que tem que ser automaticamente combatido, eliminado, o tal do cancelado. Quantas famílias separadas, quantas amizades de décadas desfeitas, simplesmente, pelo simples fato de não aceitarmos o diferente e por tabela, acabamos criando pequenos sentimentos negativos que na verdade estão nos autodestruindo como seres humanos, único ser racional e imagem e semelhança de Deus.

Mesmo que não cortemos os laços familiares e de amizade, os sentimentos negativos, por mais que sejam minúsculos, quando criados se instalam em nós como ervas daninhas, e passam a nos autodestruir. O outro pode passar a vida toda sem saber do nosso rancor e raivinha por ele, mas, em nós eles vão tirando nosso sono, crescendo, podendo criar em nós atos como intolerância, que por tabela, podem nos levar a outros ainda mais danosos, que podem decorrer em violência. Por isso mesmo, devemos ao máximo nos autopoliciar e evitar ao máximos esses minúsculos sentimentos em nós. E quando eles surgirem, possamos ter a coragem e a força de vontade em arrancá-los, eliminando o mal pela raiz.

FRASES:




Rick Pinheiro.
Evitando ao máximo criar pequenos sentimentos negativos.

domingo, 6 de outubro de 2019

A SERPENTE E O VAGA-LUME.

Na homilia de hoje de manhã na Missa em que participei na Paróquia de São Lucas, aqui em Maceió, o diácono José Maria contou uma interessantíssima parábola que transcrevo abaixo:

Conta-se que uma serpente começou a perseguir um vaga-lume. Fugiu um dia e ela não desistiu; dois dias e nada. No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:

- Posso lhe fazer três perguntas? Pertenço à sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu lhe fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?
E a serpente responde:
- Porque não suporto ver você brilhar.
(A Serpente e o vaga-lume. Autoria desconhecida.

No decorrer de nossa vida, várias são as serpentes que aparecem para tentar tirar o nosso brilho. Ela pode vim através das pessoas, seja no ambiente de trabalho, escolar e em alguns casos, até mesmo um familiar, ou dos mais variados problemas, que vão dos financeiros até uma doença. Mas, não podemos nos deixar ser devorados por eles. Cada um de nós tem brilho próprio, e viemos a esse mundo para brilhar. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo declara que somos luz do mundo e nossa luz deve brilhar diante dos homens (Mateus 5, 13-16). Portanto, que tomemos posse desta Palavra que o Senhor nos dar, e busquemos sempre ser luz onde quer que estejamos e o que estivermos passando, não deixando que absolutamente nada ofusque o nosso brilho.

Rick Pinheiro.
Teólogo, professor de Filosofia, História, Ensino Religioso e Sociologia, bacharel em Direito, buscando sempre ser luz do mundo.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

COMO SUPERAR O FRACASSO? - PE. CHRYSTIAN SHANKAR.

COMO VENCER O DESÂNIMO? - PE. CHRYSTIAN SHANKAR.

DICA DE LIVRO: CRUZES NO CAMINHO: O SOFRIMENTO À LUZ DA FÉ CRISTÃ - PE. GIOVANNI MURAZZO.

É fato: dificilmente nós, seres humanos, compreendemos o sofrimento. Quando ele chega, seja de qual forma, na maioria das vezes, nos desesperamos, questionamos a Deus e até mesmo perdemos a fé. Porém, esquecemos que existem pessoas que passam, passaram e passarão por sofrimentos infinitas vezes maiores que os nossos. E é isso que o missionário Padre Giovanni Murazzo nos lembra no seu livro Cruzes no Caminho: O Sofrimento à Luz da Fé Cristã, da Editora Santuário, onde ele traz copilações de testemunhos de pessoas que passaram por grandes sofrimentos e superaram graças a fé. Numa linguagem pessoal, típica de testemunhos orais de fé, o livro nos traz comoventes casos reais, nos emociona e nos leva a refletir que os sofrimentos fazem parte da vida, cada um passa apenas aquele que pode suportar, já que Deus é um Pai misericordioso, e servem para aumentar a nossa fé, nos fortalecer com seres humanos, nos tornando pessoas melhores e mais cristãs.

Rick Pinheiro.
Teólogo, professor de Filosofia, Ensino Religioso e Sociologia da rede pública do Estado de Alagoas e bacharel em Direito.

DICA DE LIVRO: COMO ENCONTRAR O SEU AMOR - PE. CHRYSTIAN SHANKAR.

Fenômeno da grande rede, onde seus vídeos são assistidos e baixados por milhões de internautas, onde realiza divertidas e edificantes pregações sobre variados temas, com destaque para namoro, afetividade e família, Pe. Chrystian Shankar, faz seu debute também como escritor. Como Encontrar o Seu Amor, da editora Universo dos Livros, traz por escrito suas pregações mais conhecidas e baixadas sobre o tema namoro e afetividade, com pouquíssimos acréscimos. Mesmo que você já tenha assistido por milhares de vezes os vídeos, vale a pena ter também o livro, onde na costumeira linguagem simples, recheada de senso de humor, Pe. Chrystian cativa, prende a atenção e nos presenteia com edificantes lições sobre o tema. De tão bom, o livro consegue superar o já clássico Namoro, do professor Felipe Aquino, até então, o melhor livro sobre o tema. Esse feito se dar principalmente graças ao carisma de Pe. Chrystian, que numa linguagem bem mais simples e direta, trabalha o tema de forma cativante e envolvente, tornando o livro uma deliciosa leitura. Enfim, recomendadíssimo e obrigatório para todos que desejam ter um bom e duradouro relacionamento.

Rick Pinheiro.
Teólogo, professor da rede pública do Estado de Alagoas e bacharel em Direito.

DICA DE LIVRO: CAMINHO PARA A SANTIDADE - MONS. JONAS ABIB.

Uma boa dica para aprofundar a nossa espiritualidade é o livro Caminho para a Santidade do Monsenhor Jonas Abib, da Editora Canção Nova. Numa linguagem simples e direta, bem costumeira do pai fundador da Comunidade Canção Nova, o autor traz faz uma reflexão de como devemos buscar a santidade, algo que não está tão distante da nossa realidade, como achamos. Graças a esta linguagem atrativa, o livro é de fácil e agradável leitura, e acaba envolvendo e nos deliciando. sem deixar de alimentar a nossa espiritualidade. Por isso mesmo, somado a um preço bem acessível, o livro é recomendadíssimo.

Rick Pinheiro.
Teólogo, professor de Filosofia, Ensino Religioso e Sociologia da rede pública do Estado de Alagoas e bacharel em Direito.

O PODER DO SANTO ROSÁRIO.

Muitos acham chato, repetitivo, sem eficácia nenhuma. Mas, o fato é que o Santo Rosário é uma das orações mais poderosas e eficazes que existe. Nele, meditamos a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sua encarnação, Sua vida pública, Sua redenção para salvar a cada um de nós, Sua ressurreição, ascensão e o envio do Espírito Santo. Apenas no final, nos dois últimos mistérios gloriosos, é que damos destaque a assunção e coroação no céu, como rainha de todos os santos, anjos e de cada um de nós, de Nossa Senhora. "Pede a mãe que o Filho atende"  é muito mais que uma expressão popular. É a confirmação através de palavras da eficácia do Santo Rosário. Diante da correria do nosso dia-a-dia, o Espírito Santo inspirou a Igreja para divisão em terço, bem como as mais diversas formas de terços, existentes. Todos válidos, obviamente, afinal, onde há a ação do Espírito Santo de Deus, não há o quê questionamos, só nos restando aceitar e toma posse da  Sua graça. Mas, aconselho a não deixar de rezar diariamente o santo terço tradicional, meditando todos os mistérios da nossa salvação. Esse é um pedido constante de Nossa Senhora, em todas as suas aparições. E como filhos obedientes, e que desejamos ardentemente que ela peça por nós ao seu Filho, devemos atender consciente e livremente o pedido que nossa mãezinha faz a cada um de nós, seus filhinhos tão amados.

Rick Pinheiro. 
Teólogo, professor da rede pública do Estado de Alagoas e filhinho amado de Nossa Senhora.

terça-feira, 7 de abril de 2015

FAZER-SE DOAÇÃO!

Durante toda quaresma entoamos de forma piedosa o refrão "prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão". Quando ouvimos a palavra "doação" e o verbo "doar" vem logo em nossa mente a ajuda material ou financeira. Porém, doação é muito mais do que isso. Doar, acima de tudo, é doa-se, fazer-se doação para o nosso próximo. É isso que Deus quer de cada um de nós. Você que está nos visitando e lendo agora esta pequena reflexão está fazendo isso? Se não, sugiro que comece agora, a doar os dois bens mais preciosos que você tem, que nenhuma fortuna na face da Terra pode comprar e se comparar, e que nos foram dados pelo próprio Deus: o tempo e a vida. Tempo para ouvir, para falar, aconselhar, visitar, consolar, tempo para os nossos familiares, amigos, para aqueles que não conhecemos, mas, que precisam tanto de um pouquinho de atenção e de carinho da nossa parte. E a vida, o maior de todos os dons dados por Deus, deve ser partilhada com nosso próximo. Afinal, é isso quer Deus quer de nós. Peçamos a Deus que nos ilumine e que em todos os dias da nossa vida, possamos nos fazer doação para Ele e para os nossos irmãos.

Rick Pinheiro.
Teólogo, bacharel em Direito e professor da rede pública do Estado de Alagoas, buscando sempre fazer-se doação para Deus e para o próximo.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

FELIZ PÁSCOA!



Lembre-se:
“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criaturaPassou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (II Coríntios 5, 17).


Rick Pinheiro.

MAIS DO QUE UM FILME, UM INSTRUMENTO DE DEUS.

Falando em Semana Santa, Tríduo Pascal, sacrifício salvífico de Nosso Senhor Jesus Cristo, como não lembrar do filme A Paixão de Cristo? Dirigido por Mel Gibson, o filme traz um retrato fiel do sacrifício de Nosso Senhor, dando Sua última gota de sangue para nos salvar. Um filme que obrigatoriamente a humanidade precisa assistir e refletir, já que anda tão distante de Deus, não O leva à sério e até banaliza o Seu sacrifício de torna-se homem, habitar entre nós, morrer na cruz para nos salvar e vencer a morte com Sua ressurreição. Aproveitando, trago nesta postagem duas partilhas sobre minha experiência pessoal que eu tive com o filme, ambas que eu já tinha feitas anteriormente em outro espaço virtual e em pregações, que valem a pena ser refletida.

Minha primeira sessão de A Paixão de Cristo.

"A primeira vez, a gente nunca esquece!". Se existe um ditado popular perfeito, que demonstre a minha relação com o filme A Paixão de Cristo, é este. Apesar de já ter assistido inúmeras vezes esta obra prima dirigida brilhantemente por Mel Gibson e, comprovadamente, inspirada por Deus, a primeira vez continua sendo inesquecível. Era tarde de 25 de fevereiro de 2004, data da estreia nos cinemas. Na primeira sessão do Cine Iguatemi 2 (hoje Cine Maceió), estava eu e minha namorada na época, Priscila, hoje uma noviça carmelita, para assistirmos a polêmica obra de Mel Gibson. Ao entrarmos no cinema, uma agradável supresa. Próximo a nós, o meu brilhante professor , no curso de Teologia do CESMAC, e ouso dizer, amigo, Cônego Henrique Soares.

As luzes se apagam, começa a exibição de alguns trailers que não lembro de quais filmes eram, já que a minha ansiedade em ver as últimas 12 horas de Nosso Senhor Jesus Cristo, do ponto de vista do astro hollywoodiano Mel Gibson era maior, já que Gibson, além de um excelente ator, já tinha mostrado que era um excelente diretor, no excepcional e premiado Coração Valente. Se ele nos presenteou com uma obra-prima, a sua versão para a história de um herói escocês, imagina o que ele faria num filme que relata o momento fundamental da vida do Senhor da sua fé.

Finalmente, a espera acabou. Começa o filme. Logo de início, a citação do profeta Isaías, já nos preparava para o iriamos assistir. A música da excepcional trilha entra. A belíssima lua cheia, mas num clima meio nublado, como se a natureza estivesse agonizando com o Filho de Deus, surge em  cena, logo após a citação da profecia. Para nossa supresa, Jesus, insipiradamente interpretado por Jim Caviezel, entra em cena agonizando, rezando, no Monte das Oliveiras. Acostumados a outros filmes que mostram um Jesus Glorioso, somos supreendidos logo de cara com o sofrimento de Jesus. Contra Ele, a tentação, um figura andrógina, interpretada de forma realmente convicente e assustadora por Rosalinda. Sua voz, mixada com a de outro ator, só aumentava a figura aterrorizante e repugnante do inimigo de Deus e nosso.

Em seguida, após pisar na cabeça da sepente, uma alusão ao pecado original, ergue-se Jesus, pronto a cumprir a missão redentora confiada por Deus. Jesus é traído e preso. Começa a tortura. De repente, aparece Nossa Senhora, acordando assustada, mas já sentindo no íntimo de seu coração, as dores do seu Filho. A emoção tomou conta de mim. Não conseguia ver a atriz Maia Morgentern. Via a própria Mãe de Deus e dos homens, diante dos meus olhos.

E o que dizer da cena, onde em flashback, nos é mostrada a intíma relação de amizade entre mãe e Filho?  Um Jesus, que eu acredito que seja. Alegre, brincalhão. Uma Mãe, como verdadeirmente é: Mãe. Só a palavra já diz tudo e muito mais, sobre esta missão ímpar dada as mulheres. Nossa, que cena espertacular, que nos transmite em poucos minutos, que Nossa Senhora é a nossa Mãe intercessora, junto a Seu Filho Jesus.

A partir daí, a emoção começou a tomar conta de mim e de todo público presente àquela sessão de estreia. Jesus diante do Grande Conselho, o peso da consciência do traidor Judas Iscariotes que o leva ao arrenpedimento imperdoável, Pedro se ajoelhando aos pés de Nossa Senhora pedindo perdão, relembrando e muito, a brilhante atitude do seu sucessor, o saudoso João Paulo II pedindo perdão pelos erros da nossa Igreja, a humilhação de Jesus sendo debochado pelo rei Herodes, tudo isso só ia nos preparando emocoinalmente, para a cruel flagelação que Nosso Senhor seria submetido. Priscila e boa parte do público, "assistiram" de olhos fechados a crueldade sádica praticada pelo exército romano, algo, infelizmente, ainda presente nos dias de hoje, principalmente, por parte de exércitos invasores.

Começa a Via-Sacra. A emoção corre solta. As lágrimas dos presentes são impossíveis de ser contidas. No encontro de Nossa Senhora com o seu Filho, o pranto ainda maior. Chorei feito menino, e até hoje ainda choro toda vez que assisto, até mesmo sem a belíssima música, como ocorreu na semana passada, com a mais bela cena do filme, onde intercalando Jesus criança e adulto, vemos o socorro de uma mãe ao seu Filho agonizando. Um encontro tão emocionante, que chega a tocar o coração duro de um sádico soldado romano, afinal, mesmo com toda crueldade, é humano, originário de uma família.

A Via-Sacra prossegue. Nosso Senhor não ver e ouve as blasfêmias e pedradas da multidão enfurecida e tomada por um inexplicável ódio. Mesmo na dor física, apenas lembranças da ótima acolhida do povo ao sermão da montanha e a Sua chegada a Jerusalém.  Dinte daquele caos animalesco, o auxílio de Simão de Cirene e Santa Verônica, nos ensinam que o ser humano é bom por natureza.

Termina a Via-Dolorosa, chega a Crucificação. Brilhantemente, a crucificação é intercalada com a instituição da Eucaristia, nos ensinando que na Santa Missa, revivermos o Sacrifício Redentor de Deus Filho Amoroso, por cada um de nós. A partir daí, comecei a não somente valorizar ainda mais a Santa Missa, mas também a minha cruzada campanha de todo fim de semana, convocando a todos, a participarem da Santa Missa Dominical.

Depois de tanto, sofrimento, Jesus dar o último suspiro e morre na cruz. Momento que os presentes deram um suspiro, pois a compaixão humana pelo sofrimento do Filho de Deus, tinha se esgotado naquelas quase duas horas de filme, como se tivessemos viajado no tempo e testemunhados toda dor e sofrimento redentor de Nosso Senhor. A última cena forte e impactante, já que a Ressurreição de Nosso Senhor, causa primeira de nossa fé cristão, no filme foi rápida e sem emoção. Nossa Senhora, com o Filho morto no colo, olhando fixamente nos nossos olhos. Mais lágrima, desta vez por peso na consciência, pelos nossos pecados.  

Após tanto sofrimento, a. Acabou o filme. As luzes se acendem. O público sai num silêncio impressionante para os nossos dias tão barulhentos. Com certeza, assim como eu, todos estavam refletindo as consequências do nosso pecado, e que precisamos valorizar e fazer por merecer, o sacrifício de Deus Filho, por cada um de nós. Na saída, encontramos o então Con. Henrique, que visivelmente emocionado, apenas sorriu timidamente para nós, seguida da pergunta: "Gostaram do filme"? 

Depois deste dia, perdi as contas das vezes que assistir este belíssimo filme. Na semana seguinte, estava de novo. Fui um dos primeiros a comprar o DVD antecipadamente, antes do seu lançamento. No dia programado para a sua chegada as lojas, cheguei na hora que abriu as Americanas do Shoping Iguatemi (hoje, Maceió). Com o cupom de pré-venda nas mãos, troquei pelo DVD e corri para casa para revê-lo. Anos depois, comprei o raríssimo aqui em Maceió, DVD Duplo do filme. Apesar de ter o making off do filme, ao chegar em casa, acabei foi assistindo ao filme mesmo.

Toda vez que assisto é uma nova experiência, uma nova revelação para mim. Daria um livro ou mais, partilhar cada uma delas. Mais do que um filme, A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, é um recado de Deus para todos nós.

Nota: Os comentários de D. Henrique Soares sobre o filme, você encontra no blog Evangeliza Juventude, da PJ Arquidiocese de Maceió.
Disponível em: http://evangelizajuventude.blogspot.com/2009/03/eu-vi-o-filme.html

A cada exibição, uma nova e inesquecível experiência.

No dia 16 de abril de 2011, como estava planejado no nosso cronograma, juntamos as três turmas de catequese crismal para exibimos o filme A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson. Auditório reservado, convidamos nosso amigo Marcelão, dos Cursilhos, para trazer o seu projetor.  A primeira vista, tudo certo, para começarmos a exibição, logo após a Santa Missa das crianças, sob responsabilidade da Catequese. Mas, nem tudo saiu como planejamos. Tivemos alguns problemas com o equipamento. Notebook sem programa para leitura de DVD vai, notebook sem o som vem.

Depois de quase duas horas tentando montar o equipamento, e uma hora de espera dos crismandos, enfim, exibimos o filme. Porém, ao estilo antigo, ou seja, sem som. Como sou um pouco pessimista, pensei comigo: "já era! Os crismandos vão se mandar! Ninguém quer assistir um filme mudo! Eu mesmo, quero ir embora!Exibir este filmaço sem som, é um absurdo! Um falta de respeito a uma grande obra-prima do cinema!". De fato, estava chateado, pois, sou apaixonado por este filme, e ansiava em exibi-lo aos crismandos.

O filme começou a ser exibido, e Deus fez questão de me mostrar, que nós, seres humanos e Seus filhos planejamos, mas é Ele que determina. Supreendentemente, silêncio total no auditório. Atenção toda voltada para as  últimas horas de Nosso Senhor Jesus Cristo, dramatizada de forma ímpar e realista pelo elenco, dirigido inspiradamente por Gibson. E foi assim, durante toda exibição. Só não chegamos ao fim da exibição com todos presentes, porque alguns de nós, crismandos e catequistas, tínhamos outros compromissos, tendo que sair antes do termino da mesma. Mas, todos os que ficaram até o fim, como foi o meu caso, e os que tiveram que se retirar por motivos de força maior, saíram emocionados, mesmo se ter ouvido um acorde da belíssima trilha composta e conduzida por John Debney.

Incrível, como um filme do nosso século XXI, exibido sem som, consegue prender atenção e emocionar adolescentes e jovens. Mérito única e exclusivamente de A Paixão de Cristo, que para mim, é o melhor e mais realista filme já feito sobre Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem conhece toda incrível história ocorrida nos bastidores desta maravilhosa produção, sabe que este filme é uma obra de Deus e não humana. Mel Gibson, os roteiristas, o elenco, enfim, todos envolvidos nesta produção, foram instrumentos e deixaram-se guiar pelo Espírito Santo, para emocionar e comover muitos corações.

Perdi as contas das vezes que assistir este abençoado filme. E cada vez que assisto, é uma nova experiência. A experiência com a exibição de hoje, sem dúvida, é ímpar e ficará para sempre na minha memória. Com ou sem som, A Paixão de Cristo sempre irá nos emocionar e relembrar o sacrifício supremo de Nosso Senhor Jesus, Deus que se fez homem, Cordeiro de Deus, sem mácula,que entregou-Se livremente para salvar a todos nós, Seu filhos, pecadores, mas amados infinitamente.

Rick Pinheiro.
Vivendo inesquecíveis experiências com o filme A Paixão de Cristo.